sábado, 8 de setembro de 2012

A ESCRAVA DE NAAMÃ: EXEMPLO DE VERDADEIRA LIBERDADE!

(II Reis 5:1-6)

É interessante como não é preciso muito para você fazer história. A gente sempre pensa em relevância, influencia, importância a partir de critérios como recurso, poder e coisas desse tipo. Eu não sou ninguém, quem é que vai me ouvir? O que eu posso fazer? É a ideia de que para ser, é preciso ter. Nós temos aprendido na Palavra que esta não é uma verdade, pelo menos do ponto de vista de Deus. Qualquer um de nós aqui pode ser, e de fato é, sobretudo quando Deus faz parte da nossa vida. E essa história que nós lemos na Bíblia, de uma menina que não tinha nada, pode edificar o nosso coração hoje e, quem sabe, mudar nossa história. Ela foi trabalhar na casa de um comandante de exercito da Síria, chamado Naamã. A Síria era um território vizinho de Israel, que por vezes invadia e entrava em conflito com algumas tribos de Israel. E, nessas incursões, cativos eram levados para trabalharem como escravos, principalmente nas casas e obras de construção. Entre esses, estava essa menina sobre a qual lemos. Tinha, provavelmente, em torno de 10 ou 12 anos de idade. Foi tirada da sua família, do contexto onde foi criada, para trabalhar como escrava numa terra estranha, na casa de um sujeito que era considerado o maioral dos exércitos sírios. A Síria era poderosa, mas poderoso mesmo era Naamã. Qualquer um diria que Naamã é o bom e a menina, a coitada dessa historia. Mas a Bíblia tem essa capacidade de olhar a vida por outro ângulo e encontrar fraqueza onde a gente só vê força e encontrar força onde a gente só vê fraqueza. E ela mostra a fraqueza de Naamã, que era todo poderoso, mas não passava de um sujeito comum, que ficou leproso. A lepra, nessa época, era uma doença que gerava o mais absoluto preconceito, a sensação de que aquela pessoa era esquecida de Deus, fadada à desgraça definitiva. Veja agora quem era leproso: Naamã! Não há lugar, por alto que seja, que seja seguro o suficiente de onde não possamos cair. Ser humano é ser suscetível. E o homem mais poderoso da Síria passou a ser o homem que tinha que esconder a sua enfermidade. Enfaixar-se, omitir-se das reuniões sociais, evitar solenidades, porque logo as pessoas descobririam que ele não passava de um leproso. Qual não era o sofrimento desse homem! Chega uma hora na vida que você daria tudo pra resolver um problema, para livrar-se de uma única dor. Passamos a vida inteira tentando construir alguma coisa, mas em dado momento, trocaríamos tudo para salvar um filho, um casamento ou a própria vida. Podemos imaginar Naamã como um homem que daria tudo para resolver o seu problema, mas a solução estava totalmente fora do seu alcance. Determinados problemas nos tornam irritadiços, independentemente do nosso temperamento ou da nossa personalidade. Os dias vão passando e aquela dor não passa, aquela situação não se resolve. E os nervos ficam à flor da pele. Tudo que a gente vê é o problema, a privação, o “stress”. E aí dá vontade de morrer. No mundo antigo, morrer numa batalha era digno, mas morrer de lepra era vexatório. E essa menina devia olhar para Naamã gritando, reclamando, nervoso, trocando ataduras, fazendo esforços para esconder a sua lepra... Não é tipo de vida que a gente leva, mas o tipo de coração que a gente tem que diz quem a gente é. Enquanto essa menina limpava aquela casa e via o seu senhor passando de um lado para outro, ela tinha pensamentos e sentimentos totalmente diferentes dos sentimentos e pensamentos que estavam nele. E ela era uma pessoa muito melhor do que ele. Escrava na casa dele, tirada do seu lar, da sua família, empobrecida pelos reveses de Israel, servindo ao todo poderoso de uma nação forte e gloriosa, era uma pessoa melhor do que ele. Ela tinha quatro características que queremos compartilhar:
1ª.  Era compassiva: o texto deixa evidente que o drama do seu senhor a sensibilizava. Ela não conseguia olhar pra ele e ter qualquer sentimento ruim. Em algum momento ela pensou que poderia ajudá-lo, dando informações que ele não tinha. Compaixão é isso. Compaixão é diferente de dó, de pena. Quando tenho pena de alguém, a dor dessa pessoa até me dói, mas a diferença é que eu tenho clareza da total distância que me separa dela. Geralmente as frases que acompanham a pena são: “A gente tem que dar graças a Deus pela vida que a gente leva! Graças a Deus que eu não estou no lugar dessa pessoa!” Por mais que me choque, tenho uma clareza que ele é ele e eu sou eu. Isso é diferente da compaixão. Na compaixão há uma dor, mas há também uma sensação de que o que aquela pessoa está sofrendo me diz respeito de alguma forma. Na compaixão sou eu no lugar dela. Jesus não tem dó. Ele se compadece de nós, porque a nossa dor é a dor dele. O nosso drama é o drama dEle. Na hora de resolver o nosso problema, Ele o assumiu nos seus ombros dele. E na hora de resolver o problema da nossa morte, ele morreu em nosso lugar. Essa é a diferença entre pena e compaixão. A menina é compassiva. Ela acompanha toda aquela cena diária e, se de um lado ela sofre, de outro ela fica pensando em como ajudar. E isso faz gente excelente, gente que cedo ou tarde vai fazer a diferença.
2ª. Era sem rancor: essa menina tinha tudo para ver esse homem passando e dizer: “Bem feito, miserável, desgraçado. Tirou-me da minha casa! Merece o sofrimento que tem, espero que morra de lepra!” Determinados vitimismos geram em nós sentimentos dos mais revoltosos. Só que a gente não percebe que toda forma de rancor é uma forma de autodestruição. Alguém já disse que a mágoa é um veneno que a gente toma esperando que o outro morra. Essa menina decidiu viver sem rancor, sem mágoa, livremente. Não era escrava coisa nenhuma, mas livre, porque a sua alma era livre. Naamã era escravo do seu corpo em degradação, de seu estado social, de toda pompa e circunstância que o rodeava. Essa menina podia olhar para ele livremente e pensar: “Esse homem precisa de ajuda. Seria tão bom se ele conhecesse Deus”.
3ª. Era generosa: ela não tem nada, mas o que ela tem, ela oferece. Essa menina olha para Naamã e diz: “Eu não tenho nada para dar para ele, mas eu tenho uma informação, eu sei de um profeta que pode ajudá-lo. Na verdade, se o meu senhor conhecesse o profeta que tem em Israel, ele seria curado”.
4ª. Era cheia de fé: “Se o meu senhor conhecesse o profeta que há em Samaria, ele ficaria curado”, é simples assim. Minha irmã, se você conhecesse o Deus que eu conheço, o seu casamento seria ótimo. Se você conhecesse o Deus que eu conheço, o seu filho estaria muito mais tranquilo. Você já percebeu que um pouco as nossas inúmeras justificativas vêm no sentido de deixar com aparência de complexo aquilo que alguém está tentando nos mostrar que é simples? Quando olhamos para o problema e olhamos para Deus, o nosso problema é pequeno. Sem complicações, simples assim! Naamã tinha tudo para não ouvir essa menina, mas ele acredita e ouve. Essa é a benção dos nossos problemas, eles nos ajudam a perceber que somos todos iguais. E que todo mundo pode ser benção na vida de todo mundo.

Texto com base na pregaçao do Pr. Marcelo Gomes da Primeira IPI Maringá no culto das mulheres do dia 08/08/2012.

10 comentários:

  1. Respostas
    1. Não importa a circunstância, sempre podemos ser bênção se conhecemos o Deus verdadeiro.

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    2. Não importa a circunstância, sempre podemos ser bênção se conhecemos o Deus verdadeiro.

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  2. É devemos evangelizar em todo tempo,se precisar usaremos as Palavras....bom muito bom!!

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  3. NOSSAS ATITUDES FALAM MAIS QUE MIL PALAVRAS.

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  4. NOSSAS ATITUDES FALAM MAIS QUE MIL PALAVRAS.

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  5. NOSSAS ATITUDES FALAM MAIS QUE MIL PALAVRAS.

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  6. Excelente uma serva nos dando lições de vida e podemos com uma palavra alcançar vidas que estão morrendo sem o Deus que fez os céus e terra.

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  7. Amém que você continue sendo boca de DEUS aqui na terra

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  8. 1 coríntios 13.1
    Sem AMOR dinada adianta...
    Parabéns pelo ensino!

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